terça-feira, 30 de junho de 2009

Às vezes temos que por tudo em causa. Abalar o nosso microcosmos e finalmente mudar o que não está bem ou o que, no mínimo podería estar melhor.
Não não é fácil. Mexer com o que está estabelecido causa sempre caos interno que por vezes reflecte-se externamente pelo mau feitio. Mas sobretudo mudar é enfrentar o desconhecido, mas é bom pensar que podesmos ser melhores, evoluir.
Sente-se uma adrenalina. Que bom...

sábado, 27 de junho de 2009

10 razões para não fazer um post sobre a morte do Michael Jackson

Primeira – Porque já toda a gente fez e nós não somos ‘toda a gente’

Segunda – Não fazemos questão de teorizar sobre o uso da meia branca

Terceira – Não achamos que por se ter uma opinião pejorativa sobre a existência deste fenómeno (MJ) seja motivo para preocupações e por em prática uma Terapia Reeducacional da Humanidade.

Quarta – Pensamos que este momento não tem a dimensão que lhe está a ser atribuída apenas pelo simples facto de concordarmos com a teoria de Michael Jackson já ter morrido há mais tempo e apenas se manter desconhecida a realidade (inclusive para ele).

Quinta – Porque nos remete sempre a um assunto ‘Preto e Branco’ e entendemos o ‘Rei da POP’ como um assunto bem colorido.

Sexta – Não achamos que tenhamos que fazer parte da ‘ajuda’ necessária ao pagamento das dívidas de MJ, já nos bastam as do BPN e BPP.

Sétima – Não nos causa nenhum tipo de choque a suposta morte de alguém, que de acordo com o que é considerado ‘vida no planeta terra’, sobreviveu em todas as perspectivas de forma artificial.

Oitava – Não quisemos de forma nenhuma contribuir para o aumento do ‘caos na internet’ no dia da sua suposta morte, como relataram os meios de comunicação.

Nona – Porque estamos à espera de fazer ‘O GRANDE POST’ sobre a VIDA de Michael Jackson, quando este for canonizado pela Igreja Católica.

(a última razão e talvez até a mais importante apesar de a ordem ser completamente aleatória, foi como calhou e como nos apeteceu visto que este post é nosso, o blog também enquanto não retomarmos a técnica do lápis azul escreveremos o que bem nos der na bolha independentemente das vossas opiniões, porque lá por este blog ter um espaço dedicado a comentários, só existe se nós quisermos…vamos mas é escrever o que interessa)

Décima - PORQUE ACREDITAMOS QUE HÁ QUESTÕES DA ACTUALIDADE BEM MAIS INTERESSANTES E IMPORTANTES PARA FAZER COLAPSAR OS SERVIDORES DA INTERNET, QUE A HUMANIDADE SE DEVIA MOVER POR OUTRO TIPO DE PRINCIPIOS, QUE OS NOSSOS CORAÇÕES SE DEVIAM COMOVER COM OUTROS ASSUNTOS, COM OUTRAS DEDICAÇÕES, COM OUTRAS CRIATIVIDADES.

Em meu nome e de todos os meus heterónimos, as nossas maiores e respeitosas condolências a toda a família Jackson e fãs que possam estar neste momento a precisar de um ombro amigo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

SHOUT - ou gritar?

O concerto que os Shout deram no CCB ontem à noite foi o primeiro a que assisti deste grupo. Fui assim, à última da hora e por isso não fiz o trabalho de casa, mas ao que parece, era um momento importante na carreira de 14 anos deste projecto.
À parte de: it's not really not my kind of thing, dei por mim boquiaberto quando toda a encenação se assemelhava a uma reunião da IURD (sendo que mesmo assim estes cantavam melhor embora não fossem de todo tão eloquentes), ao ouvir-se "deus vos abençoe", "...tenham fé", etc. Na minha ignorância julguei que o grupo gosta do género gospel e reuniam-se pelo gosto de cantar, pelo gosto pela Música. Mas não: ou aquilo é uma mentirada ou eles andam mesmo a espalhar a "palavra do senhor" em forma de espectáculo.
Foi um desfile de convidados especialíssimos que, coitados, foram em geral um pouco mal tratados, quando a grupeta se punha a cantar em frente a eles como se fossem mais um elemento da banda, ali ao canto. Lamento Rão Kyao; lamento Bernardo não-sei-das-quantas (porque não disseram), que toca guitarra portuguesa; lamento João Gil, Tucanas e Boss AC (à parte de uma data de gente tipo gospel choir).
Achei aquilo tão super americano, tão pobre... Como podem dizer, como disseram, que o gospel também é português? Por porem ao canto uma Guitarra? Por cantarem uma musica deprimente dos extintos Trovante?
Com 14 anos acho que era tempo de evoluir, ou... não!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

para homens ou mulheres folclóricas

dicas para "a coisa" correr o melhor possível. Clica na imagem!

Jazz no São Luiz

a bombar! (thanks Pedro...nem me lembrava...)
programação

WORLD PRESS PHOTO...

...no museu da electricidade até 19.07 +aqui

sexta-feira, 19 de junho de 2009

bom fim-de-semana

beijo, beso, bacio, baiser, kuss, kus, zoen, kiss

MANY DRAWINGS - ONE WORLD

Vimos dar conta, aqui neste nosso e vosso espaço, de mais uma exposição de JOÃO NOUTEL que inaugura amanhã (sábado, dia 20 de Junho) pelas 22h na cidade de AVEIRO. 'Many Drawings-One world' entre paredes na galeria de Nuno Sacramento.

Carlos Candal

Correndo o risco de hoje o nosso espaço se assemelhar a uma folha de óbito, temos que homenagear mais uma figura portuguesa de destaque, associada desde sempre a uma acutilante capacidade de observação e a muitas das causas mais nobres da sociedade portuguesa. Ficam aqui alguns apontamentos do que se poderia ouvir: 'Breve Manifesto anti-Portas em Português Suave'.

Museu de Artes Decorativas Portuguesas

ACTIVIDADES NO ÂMBITO DA EXPOSIÇÃO ATELIÊS INFANTIS: Verão no Museu (6 a 9 Julho - 24 a 27 Agosto 2009, das 9h30 às 16h30) Ateliê com actividades relacionadas com a exposição Visita guiada à exposição com ateliê (Manhã ou tarde, de 2ª a 6ª feira) Pinto a minha girafa; Nós e os fios cruzados; Jogo das especiarias e de outras riquezas da Índia; Oficina de escrita - Diário de bordo e cartas!; A caminho do Oriente; Oficina de Joalharia e de Instrumentos Musicais 24 de Junho Visita guiada com ateliê de Origami (Das 10h00 às 12h30)
ALMOÇO E VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO: Todas as quartas-feiras até 30 de Julho Almoço às 13h00 - Visita guiada às 14h00
Preços/criança: Verão no Museu: 20€ (sem almoço) 26€ (com almoço) Visita guiada com ateliê: 7,5€ - Visita guiada com ateliê de Origami: 7,5€ Preço/pessoa: Visita guiada+almoço: 15€ Todas as actividades requerem marcação prévia

Maestro José Calvário

Mais um caso de alguém que nunca recebeu o reconhecimento devido. Durante os seus anos de maior actividade terá sido, por ventura, a época mais rica da música ligeira portuguesa. Nunca terá tido esta leitura tão global e de tanta qualidade. Faleceu com 58 anos de idade, no passado dia 17 de Junho. Este post deve-se à necessidade de homenagear, de forma simples, este género de pessoas ainda que continuemos a acreditar que o seu reconhecimento dever fazer-se em vida.
'Depois do adeus' que lhe fazemos, fica 'a flor sem tempo' da sua musica.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

mas porque este fim-de-semana...porque?!?!?

quase tanto jeito para escolher datas como tem o estado português para os dias de eleições.

Ainda sobre "os Santos"

Efeméride Popular

As noites de Santo António marcam uma alteração da rotina da Cidade que o viu nascer. Cada um vive o momento como sabe e pode. Eu vou os bailaricos e à sardinha assada como um espectador. Estou seguro que muitos sentem o mesmo. Não me identifico com este género de movimentação de massas, apenas acho graça fazer as minhas aparição e participação possíveis.

É um ror de gente pelas ruas que espera e desespera para comer uma sardinha mal assada, ou então queimada, que lhes vai custar uma quantia absurda. Mas é mesmo assim, diz-se. E acabo a jurar para nunca mais e que vale mais ficar-me pela rainha-patrocinadora-Superbock que ao menos é fresca e barata, se bem que no Largo de S. Miguel onde a Rosa com o seu acordeão apenas recolhia a solo os louros mas apenas quando cantava na Língua de Camões, cobraram €1,5 em vez do 1€ que até o “Funicular” cobrava ao transforma-se em barraquinha de Santo António. Embora em alguns recantos fosse difícil distinguir entre o arraial de Santo António e uma rave, assinale-se que mesmo assim, felizmente, a tónica voltou a ser o português entre o “Aperta, Aperta Com Ela” e “A Garagem da Vizinha” e não mais, por favor, espanholada e brasileirada como se assistiu há uns anos.

Os arraiais da Bica e do Campo das Cebolas são bons exemplares para quem aprecia fazer um estudo da fauna que pulula naqueles bairros. Impõe-se logo a questão: onde estão estas pessoas durante o resto no ano? Será que só damos por eles por se apresentarem em companhia do seu clã? Dissolvem-se no resto da população? Ir à Bica é uma experiência muito semelhante como ir a uma festa de uma remota aldeia em Agosto onde uma certa estirpe de “emigreses” abunda. Cai por terra, pelo menos aqui, a baixa taxa de natalidade. As raparigas de 16 anos têm um ar apagado e exausto o que lhes faz aparentar o dobro da idade, ou não tivessem já uma catrefada de filhos. Os rapazes-cônjuges vivem ainda a sua juventude como adolescentes que são – mas muito à frente em muitos aspectos que só mesmo eles se poderão gabar. Fazem-se acompanhar por outros que tal e ao contrário das suas mulheres há vida naqueles rostos! Uma… estranha forma de vida! As pupilas dilatadas e a ausência de dentes – pelo menos sãos, acompanham a indumentária: os fatos de treino “de marca” comprados na feira do relógio e na da ladra; os brincos à la Cristiano Ronaldo (que se lê Rónaldo), os penteados artísticos com o logótipo de uma marca desportiva rapada na nuca e ou padrões imaginativos; tatuagens e piercings em profusão. Os pais e avós, ao contrário dos casadoiros, não perdem horas e horas a produzirem-se para a festa, estão à porta de casa e as chanatas, assim com’assim, são muito mais confortáveis. Pelo menos, valha-lhes isso, são por vezes menos pretensiosos. Temos depois a figura daquela que deve ser a “boazona” do bairro. Encaixa num perfil de encalhada ou de a quem a coisa não tem corrido muito bem. As roupas são curtas e vistosas. Assim… tipo Ana Malhoa mas não tão pornográfico. Uma abundância de botas o altíssimas; mini calções – um cinto, vá; tigresses; rendas; decotes profundos com o soutien aparente e finalmente, uma volumosa permanente loura.

Mas por mais que se imagine esta conjuntura, só in loco se pode comprovar tudo isto. É onde as personagens ganham vida, estão seu auge, no seu espaço e anseiam todo ano por esta data.

Esta é uma face das Festas de Lisboa. Já dei para este peditório. Este ano já está… Agora é aproveitar o programa das festas - à noite - porque quando não estiver a trabalhar, espero estar na praia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dor
E já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor
E já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p´ra eu saber se espero ou não
quando for desesperar...
Caramba, ó Sérgio

O que é isto? Este pai não é meu!

Sugestão para o fim-de-semana

Polish Posters 1945–89

May 6, 2009–November 30, 2009

MOMA, NY

Tadeuz Trepkowski. Nie! (Never!). 1952. Lithograph, 39 3/8 x 27 5/8" (100 x 70cm). The Museum of Modern Art. Gift of The Lauder Foundation, Leonard and Evelyn Lauder Fund

13 lojas tradicionais; 13 objectos inovadores; 13 teatros das compras.

Niklaus Troxler

Design gráfico no Museu Machado Castro.

Mirage Dance studio

clica e vê +

Vamos ao cinema

vamos? estão uns filmes óptimos aí para ver. saíu um daquele actor giro, que entrou nuns filmes do amodovar...hum, não estou a ver...sabes sim, bolas o que fez de Che nos Diários de Motocicleta...AAAAHHH, sei claro. Uau! boa e como é que é o filme? Epá não sei, parece que é tipo comédia, ele quer muito ser musico e assim...Hum, meio estranho não? Pois, não faço ideia...Talvez mas, é capaz de ser engraçado. Acho que enquanto actores, os dois principais já trabalharam imenso juntos e que naturalmente interpretariam os papeis inversos mas, o realizador quis assim. Deve ter sido bem giro de fazer este filme. Devem ter gozado imenso, perguntar como é que o outro faria as coisas, como é que ficava melhor. Imensa cumplicidade entre quem se conhece. Enfim, acho que pode ser uma boa, arriscar neste filme. hum...que dizes?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Império

O quinto, o neoclássico, o romântico, o nosso e o Fake*. As palmas, os louros, as conquistas, as guerras, os portugueses, franceses e os ingleses. Os golfinhos, a águia, as abelhas e os cisnes. A pintura, a poesia, os moveis, os trajes e os veículos. Somos nós em evolução e os outros. A saudade e a revelação. Camões, Padre António Vieira e Pessoa. A história do Futuro e a do Passado. A Mensagem. Nós. Eu, tu e o outro. Não será o tempo já? Talvez nem hoje, não agora, até talvez, nunca. A vontade de querer ficar na grandeza dos homens, de passar de interior a nacional, geral dos Homens. Iluminados da vontade.
*Fake Empire - The National - Boxer

terça-feira, 9 de junho de 2009

quem quer quentes e boas

a estalar na brasa... NÃÃÃÃOOO AGUENTO estes dias a viver num assadouro de sardinhas. não suporto o cheiro, não suporto o tom das vozes, a intenção de quem se aproxima e os preços das coisas. festejem o santo antónio no vosso bairro. façam as festas populares na vossa rua. são as festas de lisboa e não as festas de alfama ou do bairro alto e bica. lisboa é grande e não é só tua. não venhas para a minha rua embebedar-te e falar alto, deitar o lixo para o chão, vomitar nas escadas e mostrar a tua capacidade de interagir com o 'povo'. niguém quer saber e as pessoas daqui só te recebem a sorrir porque trazes dinheiro. aproveitam e depois passam o resto do ano a comentar quão otários são os que enchem aqui a zona durante estes dias. já para cá vim fazer essa mesma figura e achava que compreendia este espirito, vim para aqui viver sem muitas hipoteses de escolha, e agora sim percebo que nunca entendi coisa nenhuma e que nada é tão bom como somos capazes de ver. viva o santo antonio e as marchas populares. vivam os bairros historicos, a sardinha e a entremeada. venha a jola ou a ginjinha, marcha o caldo verde e o chouriço. felizmente o tempo tem estado relativamente mau e instável para ajudar a controlar os ânimos e atrasar um pouco o início desta loucura. espero amanhã estar bem longe daqui e desejo-vos umas santas noites. que comam e bebam muito, que sejam bem recebidos, que encontrem os vossos noivos ou qualquer outra coisa que anda perdida, que sejam melhores para com o próximo e saibam repartir a alegria e a sorte que têm. que se lembrem que há pessoas de todas as idades que moram nas ruas onde se vêm divertir e que merecem ser respeitadas. que há caixotes do lixo para quando for necessário e que as casas de banho não são ao luar. (e já agora para quem cá anda, ainda temos mais duas eleições, repensem a vossa participação). Até para a semana!
LISBOA É UMA FESTA
Letra de: José Reza e Joaquim Isqueiro
Música de: José Reza
No céu bailam gaivotas / Por cima de uma canoa / O Castelo abre as portas / É sempre festa em Lisboa / E Amália tão bem cantou / No fado nossa cidade / E o até Tejo marchou / Ao descer a Liberdade /
Vem daí menina / Tua marcha é esta/ Num balão acesso / Lisboa é uma festa /
Vem daí rapaz / Não marches à toa / E traz um amigo/ Que queira contigo / Abraçar Lisboa /
Há um palco em cada rua / Onde o povo é sempre artista / Lisboa é uma festa / Cantada numa Revista / Se Amália cá estivesse / Marchava na Avenida / Pois o povo não a esquece / Sua voz nunca é esquecida /
REFRÃO
Lisboa lembra o passado / Há festa cheira à sardinha / Faz reviver o Chiado / E a minha alma alfacinha / Lisboa de antigamente / Onde Amália era rainha / Cantando p´ra toda a gente / Num arraial à noitinha/

Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo

Este é o nome de nascimento do nosso Santo António. Nasceu no bairro da Sé de Lisboa, no início do século XII, e morreu a 13 de Junho, na primeira metade do século XIII. Filho de uma familia de fidalgos, começou como frade agostiniano em Coimbra, depois frade franciscano conventual e deu assim inicío à sua viagem. Foi professor de Teologia e grande pregador. Passou por vários locais em Itália, passou por França e acabou por voltar a Itália para morrer em Pádua, com 36 anos. Foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em Itália, um ano após a sua morte. Já no século XX, com o Papa Pio XII, foi proclamado Doutor da Igreja.
Nas crenças mais populares a este santo são atribuídas as capacidades de fazer encontrar aquilo que está perdido e de dar noivo às raparigas solteiras. É considerado ainda padroeiro dos Pobres e em Lisboa é feriado nacional o dia da sua morte. Na Igreja da Sé organizam-se os casamentos de Santo António e um altar a este santo acompanha cada uma das marchas populares a concurso, num desfile pela Avenida da Liberdade.
biografia _ sermões _ devoção ao santo
Imagem de Santo António do Museu Militar do Buçaco, Portugal

amanhã é dia 10 de Junho

e para sabermos que é mais que um feriado, que não é um dia de Santo. O dia 10 de Junho carrega, como muitos outros dias do ano, momentos vários de extrema importância na história da humanidade. Para nós portugueses relembra-se o 'Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas'. Para além disto muitos foram os momentos em que este dia ficou gravado nas memórias e histórias de outras nações:

Eventos históricos

in wikipédia

para além de todas estas datas há ainda a comemoração de mais um aniversário da Casa do Alentejo. Não quero deixar de felicitar esta instituição e desejar-lhe muitos mais anos de vida e principalmente de saúde do edificio para poder continuar a oferecer-nos aqueles ambientes tão singulares. É já um edificio classificado como património (processo esse ridiculamente longo) e a sua deterioração continua. Os investimentos feitos neste sentido pelas entidades responsaveis foram parcos e a sua acção muito curta. Fica aqui este apontamento como uma pequenina chamada de atenção e apelo à sensibilidade de quem possa via a ler este post, ajudando a divulgar esta necessiadade. Creio que neste momento, quem está à frente da instituição terá também esta noção e com toda a certeza estará a fazer o melhor para que esta realidade se altere quanto antes e, mais importante que isto, tenha a sensiblidade de ao querer arranjar não estragar mais.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europeias 2009 - As urnas -

'Á boca das urnas', 'urna de voto', Urna, nome curioso este... Fará algum sentido porque 'enterramos' ali a nossa esperança ou porque depositamos os restos mortais da nossa participação enquanto cidadãos? Não deixa de me espantar. Numa altura em que o mundo passa por momentos conturbados, em que o modelo social neo-liberal, e do capital, entra em ruptura, em que o mundo da livre competição e a valorização individual mostra o seu verdadeiro resultado, os portugueses decidem continuar a não participar na escolha de quem comandará os seus designios. Desperdiciar um direito e fugir a um dever. Verdade se diga que nenhum dos nossos candidatos explicou verdadeiramente o que significa esta eleição. O que se entende por deputado europeu e quais as suas reais funções. Há uma noção muito vaga que há uma salita onde se reunem e que anda por lá um português (Durão Barroso) num lugar de destaque. Andamos todo este tempo de campanha preocupados em baralhar as pessoas e falar de uma outra campanha que talvez devesse ter acontecido em simultâneo. Perdemos 9 meses de trabalho governamental para termos 3 momentos distintos de acto eleitoral. Num fim-de-semana antes de uma semana de feriados não será o melhor momento para levar 'às urnas' quem pouco se interessa pelos assuntos da humanidade e pelos designios sociais. "Hum, ora se 4ª e 5ª é feriado, o estado (esse senhor que é um porreiro) dá-nos a sexta...COM APENAS 2 DIAS DE FÉRIAS GOZO 9 DIAS DE DESCANSO!!! Votar? hum...Europeias?? Ná...eu quero é saber do que se passa no meu quintal e digo-vos, aquele 'Sócrates não anda aqui a fazer nada de bom mas a Dona 'Tatcher à portuguesa' já mostrou que não é flor que se cheire (nem quero pensar nos tempos em que de si dependeram a educação ou as finanças), quanto ao seu amigo, deveria começar por se preocupar mais com os seus discursos públicos (pelo menos passa-los no corrector ortográfico). O rapazino da Foz, comovido, não há pachorra para desmedida arrogância (mas aquele cabelinho grisalho fica-lhe lindamente). A Ilda, apesar dos discursos a vulso e meio disconexos, entre 'à vontades e sotaque tripeiro' lá se manteve não conseguindo trazer mais nenhum dos seus camaradas às bancadas do parlamento mas, inconsequentemente (bem à imagem da atitude dos portugueses) os 'ovelhas ranhosas' conseguiram dobrar o seu número de votos. Não me lembro de tamanha consequencia da falta de interesse e desmotivação geral. O aparecimento de movimentos independentes espalhou-se com uma alergia...

...Depois disto tudo e deste jogo de ping-pong, que alterna indefinitivamente entre os mesmos dois, não creio que dividir para reinar seja a melhor solução. É preciso pensar com seriedade nas europeias e pensar no resultado que isso pode ter para nós portugueses e, principalmente, que a isso se juntará de novo a má politica nacional, que será sempre salmão (entre o rosa e o laranja). Expliquem aos vossos filhos a importância do acto de votar antes de lhes dizerem onde votar (para que não façam aquela figura de jovens aparentemente politizados que não distinguem o apoiar um candidato de uma final da taça europeia). Expliquem-lhes que a politica não é aquilo que os senhores em São Bento falam e sim tudo aquilo de que dependemos. Que a politica é o dinheiro dos impostos que os clubes de futebol não pagam, é também a existencia de jardins para os nossos filhos, o preço dos autocarros, as escolas e hospitais abertos, o tempo que temos para nós e para os outros e até a qualidade do ar que respiramos. Queremos um mundo melhor?? Para isso temos que começar dentro de nós e pensar para fora de nós.
pede-se encarecidamente a todos os colaboradores e comentadores deste espaço que se mantenham actualizados quanto aos temas dos post já feitos para que não aconteça repetir-se o assunto.
atentamente, os serviços administrativos.

surpreendente: CCB 18/05 – 16/08 · 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Fim de semana

Por alma de quem temos que levar com chuva num fim-de-semana em Junho? Será castigo? Não teremos nós provações suficientes? Por favor... preciso de praia!!

Bom fim de semana

(baby blue - Dave Mathews Band - big wiskey and the groogrux king)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
Mário Quintana

Virginia's Farewell Letter to Her Husband

'Dearest, I feel certain I am going mad again. I feel we can't go through another of those terrible times. And I shan't recover this time. I begin to hear voices, and I can't concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don't think two people could have been happier till this terrible disease came. I can't fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can't even write this properly. I can't read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that - everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can't go on spoiling your life any longer.

I don't think two people could have been happier than we have been.

V.'

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Aos dias em que somos crianças.

A todas as crianças do mundo, às portuguesas, a mim, a ti, porque já fomos crainças, e em especial ao meu filho. Que nunca esqueçamos que são estes os primeiros tempos. Os de facto mais importantes, aprendemos a respirar, a olhar, a ver. Aprendemos as nossas mãos, a andar, a rir, a perceber, a entender, a fazer e a ser. O que somos depois começa aqui e agora. Mais que o Dia Mundial da Criança é o dia do Ser, o dia da Humanidade.
Do seu longínquo reino cor-de-rosa,/ Voando pela noite silenciosa,/ A fada das crianças vem, luzindo./ Papoulas a coroam, / e, cobrindo/ Seu corpo todo, a tornam misteriosa.

À criança que dorme chega leve,/ E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,/ Os seus cabelos de ouro acaricia / –E sonhos lindos, como ninguém teve,/ A sentir a criança principia.

E todos os brinquedos se transformam/ Em coisas vivas, e um cortejo formam:/ Cavalos e soldados e bonecas,/ Ursos e pretos, que vêm, vão e tornam,/ E palhaços que tocam em rabecas…

E há figuras pequenas e engraçadas/ Que brincam e dão saltos e passadas…/ Mas vem o dia, e, leve e graciosa,/ Pé ante pé, volta a melhor das fadas/ Ao seu longínquo reino cor-de-rosa.

A Fada das Crianças, Fernando Pessoa