quarta-feira, 29 de abril de 2009

everything that happens will happen today

Ontem, no Coliseu dos Recreios, tivemos de volta a Lisboa David Byrne com o novo trabalho que conta com a colaboração de Brian Eno: - "For the most part, Brian did the music and I wrote some tunes, words and sang. It's familiar but completely new as well. We're pretty excited.".
Há já algum tempo que não estava num concerto tão completo e com uma resposta tão genuinamente entusiasta por parte do público. Uma sala cheia, vibrante. Musica e performance numa dinâmica que lhe é tão própria. Faltei Uri Cane no CCB na passada 6ª feira, o de sábado com o Mário Laginha, domingo com Carlos Barreto e o Carlos Bica (e Bach) mas retemperei os ânimos com o de ontem. Não conseguimos ir a todas...pena.
Adorei ver outros assuntos relacionados com a obra de Davir Byrne que desconhecia por completo e que, de certa forma, tornam mais claro o entendimento que tem de espectáculo. muito bom! ver aqui

Elisabeth Dilk

"The Kit to Thwart Writers Block was created after being asked to find something I hate, change it and make it better, and then advertise it. Because I hate getting writers block, I researched the many ways to solve it, and created a packaged kit."

João Noutel na Visão desta semana

"A POP pode reflectir-se na transversalidade das disciplinas que me interessam: arquitectura, design, música, cinema e fotografia". Se algo o influenciou na forma como está na arte, é 'a pintura renascentista', afirma. "Talvez a forma como o artista espera que o espectador veja o seu trabalho ajude a entender essa afirmação: "quero que a percepção da mensagem não seja imediata." E compara isso como Porto, onde nasceu à 37 anos: "Uma cidade onde é dificil entrar; custa a ficar sólido mas quando se fica, é firme."
in Visão, 30 de Abril de 2009, pag.114

terça-feira, 28 de abril de 2009

'As Mulheres têm os fios desligados'

Hoje por obra do destino apareceu-me este nome. A internet é um amigo poderoso, detem muita informação. Controla-nos, acrescenta-nos, desconcentra-nos...eu gosto. Andei a arrumar as minhas pastas, os meus arquivos, ficheiros e documentos e fui encontrar um crónica do Público. Se todos os domingos, quem tem o hábito de consumir jornais, lê-se estes pedacitos de criatividade acabava por lhe ganhar o gosto. Com esta conversa toda já me estou a perder, e a entrar sem saber como, por caminhos que não são os que aqui me trouxeram...quase como andar a navegar na net...hoje a minha cabeça anda à deriva. Descobri um livro, imagine-se que foi escrito em 1994, que não sabia sequer existir; 'A morte de Carlos Gardel'. Fiquei curiosa e estou em crer que mais uma vez vou adiar 'A ordem natural das coisas'. Isto tudo é só para vos deixar aqui um desses pedacitos que, não sendo meus, me prendeu num domingo qualquer.

AS MULHERES TÊM FIOS DESLIGADOSpor António Lobo Antunes, publicado in Visão nº 804 de 31/Jul/08
'Há uns tempos a Joana- Pai, acabei um namoro à homem. Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim. O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de -já não gosto de ti. De- não quero mais. Chegam com discursos vagos, circulares - preciso de tempo para pensar - não é que não te ame, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas. Ou declarações do género de - tu mereces melhor - estive a reflectir e acho que já não te faço feliz - necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta. E aos amigos - dá-me os parabéns que lá consegui livrar-me da chata-custou mas foi - amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu-chora um dia ou dois e passa-lhe. E pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que esqueceram de fechar o estore ) ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava - o maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo. E depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias - as mulheres têm os fios desligados. E outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa pare que comecem a trabalhar outra vez. Meus Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam - já não gosto de ti. Se informam - não quero mais. Aí estão eles alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos, ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores, eles que nunca mandavam a colocarem-se de plantão À porta dado que aquela p*** há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-pagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe À frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persianas-mal-descidas-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia (para citar noventa por cento dos escritores portugueses) - O problema não está em ti está em mim a mexerem a faca na mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Vergílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde idiota, desonesto.Fui (espero que não muitas vezes) rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase do Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde de mais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc..., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma mulher contou-me que o marido iniciou o discurso habitual- mereces melhor que eu levou com a resposta - pois mereço. Rua. Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua. - o que faço às cartas de amor que me escreveu?e a amiga sua - Manda-lhas. Pode ser que façam falta. Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga- E depois de ele se ir embora?- Depois chorei um bocado e passou-me. Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que vi na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.'

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gota D'água

Já lhe dei meu corpo / Minha alegria / Já estanquei meu sangue / Quando fervia / Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho da festa / Por favor...Deixe em paz meu coração / Que ele é um pote até aqui de mágoa / E qualquer desatenção, faça não / Pode ser a gota d'água / Já lhe dei meu corpo / Minha alegria / Já estanquei meu sangue / Quando fervia / Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho da festa / Por favor... / Deixe em paz meu coração / Que ele é um pote até aqui de mágoa /E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....
"O musical brasileiro "Gota D'Água", criado por Chico Buarque e Paulo Pontes, vai estar em digressão por Portugal durante o mês de Maio, com espectáculos previstos em seis cidades do país. De acordo com a Mandrake, promotora do espectáculo em Portugal, "Gota D´Água" tem estreia prevista para dia 1 de Maio no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, seguindo depois para Lisboa, onde se apresentará no Centro Cultural de Belém de 6 a 9 de Maio. Segue-se o Cine-Teatro de Estarreja, a 15 de Maio, depois o Centro de Artes e Espectáculos (CAE)da Figueira da Foz, a 16 de Maio, o Coliseu do Porto, a 20 de Maio, e o Teatro das Figuras, em Faro, a 23 de Maio. "Gota D'Água" - um espectáculo com direcção geral de João Fonseca, direcção musical de Roberto Burguel, conta com a actriz Izabella Bicalho e o actor Cláudio Lins como figuras principais."
mais aqui

que lindo que está o meu menino...PARABÉNS!!!

(como é possivel eu nem saber..quando é assim avisa-me logo. fico tãããoooo contente)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Estou a poucas horas de entrar finalmente de férias. É só uma semama, espero no entanto que dê para descansar, entre muitas outras coisas. Vou embora de Lisboa porque ficar aqui é um tédio, porque não está mais ninguém de férias... e finalmete para ver se consigo salvar-me ainda da destituição já que não vejo os meus pais desde o Natal... É pena não ter a capacidade de fazer um pause como faço num leitor de DVD. Há tanta coisa em que pensar, reflectir que se calhar, ou muito provavelmente, muitas coisa passam-me ao lado sem eu sequer desconfiar.
Preciso de mudança... Não estou estagnar-me mas quase e... para o meu conforto tudo menos isso. Inércia só no sentido de estar espojado numa chaise longue à beira-rio. Quando sentimos que, em certos campos, a água demora mais a passar, não pode ser só a ponte que se torna mais larga: está alguma coisa mal de certeza.
Espero portanto dar-me um bocadinho de tempo para cimentar o que, no fundo já sei. E depois siga para a frente, que atrás vem gente.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Depois de uma longa ausência

volto cheia de vontade de falar... Volto para dizer que me devia ter justificado antes de me ausentar, para dizer que estou um pouco mais feliz, que Barcelona é uma cidade linda, que os catalães (apesar de uma 'lingua de trapos') são um povo bem interessante, que a casa pedrera justifica mais o preço do bilhete que a batló, que o born é de longe melhor que o gótico, que adoro pimentos padron (que já adorava mas achei que ficava bem dizer aqui), que o café dos 4 gatos é bem à imagem do chat noir (como pretendia o dono), que me senti em casa (mais do que me sinto aqui), que estou a apaixonar-me, que preciso de fazer dieta, que preciso de praia, que amo o meu filho e vou fazer t-shirts para usarmos neste dia da mãe para conseguirmos mostrar a toda a gente o quanto nos adoramos e precisamos um do outro, que preciso de mudar de casa, que preciso de mudar de emprego e estou a enviar e-mails e caso saibam de alguma coisa por favor avisem-me, que foi preciso sair do pais para me constipar, que pela primeira vez viagei de avião constipada e não foi bom, que nunca tinha apertado a minha testa e me tinha saído ar pelo nariz e pelos ouvidos, que o Maxi é bom senhorio e aconselho, que espero que gostes do presente que te trouxe e pelo qual me senti motivada a procurar em quase todas as lojas da cidade para depois o encontrar à porta de casa, que gostei de ver tantos ruivos na rua, que quis andar de bicicleta mas não consegui, que fiquei cheia de inveja de os ver andar de patins, que as confeitarias têm uma imagem de sonho, que quero um dia viver numa casa como a do Museu Picasso, que gostava de voltar a criar, que fiquei a saber (se é que ainda me restavam algumas duvidas) que fui feita para andar de um lado para o outro e ver coisas novas todos os dias, que preciso de informação, que me surpreendam, que gostem de mim verdadeiramente, que os amigos não são só para rir, que tive muitas saudades tuas (e tenho ainda...), que sinto os anos a passar e não me preencho, que se calhar isso não é assim tão mau e deviamos relaxar e não levar isto tão a sério, que deveria conseguir fazer apenas o que me apetece, que quero festejar este 25 de abril como um acto de liberdade colectiva, que quero que o meu fiho entenda a importancia dos valores que transporta, que não houvesse pessoas tão egoistas, que o mimo servisse apenas para manifestar amor, que tivessemos de facto o que merecemos, que a felicidade fosse o objectivo, que estivesses aqui, que alguém lesse o que escrevo, que os meus desejos se tornem realidade.

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Não me parece que na PSP exista [homossexualidade]. É um mundo muito masculino. Desconheço completamente"

António Ramos, da SPP. (ler mais que vale a pena)

"Foi em Setembro que te conheci

Trazias nos olhos a luz de Maio

Nas mãos o calor de Agosto

E um sorriso

Um sorriso tão grande que não cabia no tempo

Ouve, vamos ver o mar

Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar

Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio

Por unir as nossas bocas

E eu aprendi a amar

REFRÃO: Sim eu sei que tudo são recordações

Sim eu sei é triste viver de ilusões

Mas tu foste a mais linda história de amor

Que um dia me aconteceu

E recordar é viver, só tu e eu

Foi em Novembro que partiste

Levavas nos olhos as chuvas de Março

E nas mãos o mês frio de Janeiro

Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia

E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio

Falei-te do vento norte

Não, não me digas adeus

Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus

Amei como nunca amei

Fui louco, não sei, talvez

Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco

Amar-te-ia outra vez"

vitor espadinha - recordar é viver

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não estavamos na primavera?

A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres. Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.

Uma época em que se retemperam ideias e se animam vontades. Os pássaros cantam e o sol brilha nas gotas de orvalho. As nuvens ganham tons de calor e nós aquecemos alma e coração. Disponiveis para Amar.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

VIDA – PASSAGEM – TRADIÇÃO – PÁSCOA

"Ciclo pagão, judaico, cristão, a Páscoa celebra um momento fundamental da vida espiritual e física do colectivo: a passagem. Seja o festejo do princípio da Primavera, a libertação do povo hebreu ou a morte e ressurreição de Cristo, o período pascal é investido de forte carga simbólica, que extravasa a comemoração cultural e religiosa. Sentimos a mudança – no vento retemperador, na frescura da chuva, nos primeiros arremedos do sol estival -, não a verbalizamos.

Um sentimento de esperança e de renovação a todos impregna duas tradições sagradas de oferta: o tradicional folar e as amêndoas, e o ovo da Páscoa, símbolo máximo da época.

Egípcios e persas tingiam ovos de cores primaveris. Britânicos e alemães escreviam mensagens nos ovos que ofereciam.

Os bairros parisienses do século XIII eram palco de período anual dos ovos de Páscoa.

Na Arménia decoravam-se ovos com retratos de cenas religiosas.

Na Rússia, a própria “Grande Catarina” mandou criar uma fábrica imperial em São Petersburgo para se fabricarem Ovos de Páscoa em porcelana.

A razão e o porquê da sua generalizada presença entre os povos esvaneceu-se na voragem da História, não deixando rasto algum à memória. Imortalizados na lembrança pela recordação de um presente de sabor refinado, os Ovos de Páscoa encontraram na mestria com que se trabalham as ancestrais “artes do fogo” um objecto sublime e insuperável em beleza, encanto e simbolismo.

Não temos o hábito de memorizar a estrutura, a origem das festas e feriados aos quais nós estamos acostumados. Nós falamos de Páscoa, mas quase todos nós esquecemos o que significa exactamente a Páscoa. Para percebermos isso basta perguntarmos uns aos outros “o que é a Páscoa? O que se festeja?” basta perguntar e constatamos que a nossa ignorância não é solitária. É colectiva.

A palavra Páscoa deriva de “pessah” - de origem hebraica – que significa passagem. Pessah é uma festa anual Judaica que comemora a saída dos Judeus do Egipto, e o facto que tornou possível essa saída: a passagem do anjo da morte que matou todos os primogénitos egípcios, poupando as casas dos israelitas, marcadas com o sangue do cordeiro sacrificado. É uma festa de liberdade mas também uma festa de recomeço. Foi durante as celebrações da Pessah que, mil e quinhentos anos mais tarde, Jesus Cristo foi preso, condenado à morte e crucificado. Três dias depois ressuscitou e este é o acontecimento mais importante da religião católica, a celebração que, depois do Natal, congrega maior número de fiéis. Aqui também se regista uma passagem: a passagem da morte à vida.

Para a Rússia ortodoxa a Páscoa é a festa religiosa por excelência e mesmo os que abandonaram a religião celebram a Páscoa por tradição ou por respeito a algum membro ou membros da família. A festa da Páscoa é também a festa da Primavera e da renovação agrícola e há ritos pascais que estão ligados a celebrações de religiões anteriores ao cristianismo, na Síria, na Ásia Menor e em Creta.

A Páscoa judaica é uma festa fixa e está ligada ao calendário que segue o ritmo lunar. A Páscoa cristã é uma festa móvel e obedece ao calendário solar. A data da Páscoa foi fixada em 325 pelo Imperador Constantino para o Domingo seguinte à lua cheia do equinócio da Primavera. Mais uma passagem: a do Inverno à Primavera e a ligação ao recomeço da vida agrícola, ao reflorescer da vida nos campos.

O ovo, ligado ao ritual da Páscoa, aparece em lendas que se perdem na noite dos tempos. Encontra-se a primeira referência ao ovo nos livros persas que contam como, na noite do Universo, apareceu um ovo que se abriu em dois: E a lua e o sol elevaram-se no firmamento, enquanto a Terra, mais pesada, se imobilizou e se tornou o berço da vida.

Em contos hindus e no “Mahabharata”, a grande epopeia indiana, o ovo é associado ao sol. No contexto da mitologia indiana diz-se que o cosmos respira e descansa dentro de um ovo de ouro. O ovo é pois um símbolo de vida e também de perfeição.

Foram encontrados ovos decorados nos túmulos pré-históricos e na antiga Roma os romanos levavam um ovo na procissão em honra de Ceres, a deusa da fertilidade. Também ofereciam entre si ovos com os votos de felicidade e abundância.

Em França, no séc. XII, os ovos eram consagrados na igreja para serem distribuídos, pelo rei, à saída da missa pascal. No séc. XV a tradição de oferecer ovos no fim da Quaresma estava estabelecida. Havia uma explicação lógica para a oferta de ovos. Durante a Quaresma época de abstinência, era proibido comer e vender ovos. Os ovos acumulavam-se e ninguém sabia o que fazer a tantos ovos. Por isso começaram a oferecer aos amigos e aos pobres e, para que estes presentes fossem mais agradáveis, começaram a pintá-los e decorá-los. A cor mais usada era o vermelho. No séc. XVIII o maior ovo posto durante a Semana Santa era solenemente oferecido ao rei. Luís XIV mandava benzer grandes cestos cheios de ovos dourados que depois distribuía pelos seus cortesãos.

O costume de pintar os ovos já se verificava no Festival da Primavera do antigo Egipto, na Pérsia, Grécia e em Roma.

Na Rússia os ovos ocupam um lugar de grande destaque nas tradições pascais. Existe uma lenda russa que conta que Maria Madalena comunicou aos Apóstolos a Ressurreição de Cristo oferecendo-lhes um ovo vermelho. No começo os ovos eram pintados em castanho encarniçado ou em verde, colorações obtidas a partir de ervas. Os desenhos pintados nos ovos atingem uma grande elaboração, são normalmente desenhos geométricos, com variadas cores e por vezes apresentam símbolos religiosos. Existe toda uma técnica para efectuar essas pinturas, mergulhando os ovos em vários corantes e aplicando gotas de cera que são depois derretidos e vão dar uma protecção aos desenhos. Os ovos são conservados durante anos mas não podem ser expostos ao sol.

Na Ucrânia, no Domingo, grupos de crianças visitam as casas – o equivalente às nossas “Janeiras” – e entrechocam os respectivos ovos sendo considerado vencedor o ovo cuja casca não se quebrou e que é chamado “KrepaK”. O artesanato local reproduz em madeira as diferentes decorações dos ovos de Páscoa. Como já foi referido, o ovo, símbolo da vida em hibernação que renasce, conheceu grande popularidade entre a aristocracia russa na corte dos czares. Existem hoje no museu do Kremlin dez ovos de páscoa, caixas em forma de ovo, de ouro e esmalte, com pedras preciosas encastoadas, retratos miniatura em esmalte da família Romanov, e que ao serem abertas descobrem outra maravilha que vem de dentro, como por exemplo um globo terrestre em ouro com o mapa da Rússia em esmalte ou uma galinha em ouro com os olhos em rubis. O criador destas maravilhas foi Fabèrgé, mais tarde imitado por Cartier.

Na Inglaterra há uma tradição curiosa, em que o ovo é a personagem principal:” Egg rolling”. As crianças vão deitando por uma encosta ou declive um grande número de ovos, até que fique apenas um, cuja casca permaneça inteira: o “krepaK” anglo-saxónico. Este costume foi levado para os E.U.A. e hoje o mais celebre campeonato de “egg rolling”, realiza-se no relvado do lado sul da casa branca, em Washington. Chegam a estar presentes 10.000 pessoas e o Presidente faz uma breve aparição (os adultos só são autorizados se acompanham uma criança).

Uma outra tradição, desta vez alemã, espalhou-se por toda a Europa e foi igualmente levada para os E.U.A. por emigrantes alemães que se fixaram na Pensylvania. É o cesto de ovos trazido pelo coelhinho - símbolo da fertilidade - que é costume esconder pela casa ou pelo jardim, pondo depois as crianças a procurá-los freneticamente. Os ovos, que a princípio eram ovos cozidos pintados com várias cores e desenhos, transformaram-se agora em ovos de chocolate com vistosas pratas e laçarotes, transformação recente, pois o chocolate “ de comer” só data do princípio do séc. passado.

Portugal, país de costumes simples neste campo, tem uma tradição pascal ligado aos ovos - o folar - um pão doce decorado com ovos cozidos com casca de cebola, para lhe dar o tom de castanho avermelhado. O bolo tem talvez a forma de um cesto, com encanastrado á volta dos ovos, e oferece-se pela Páscoa, sendo o presente tradicional dos padrinhos para os afilhados.

A Páscoa para os cristãos é a festa da ressurreição. A ressurreição de Cristo - o ungido, chamado também de “encarnação do Verbo”. E o que é o Verbo? É a palavra. Cristo é a encarnação da palavra de Deus. O que significa isso ? Significa que Ele é expressão de verdade. Significa que Ele é um sujeito que age de acordo com o que fala.

Certos povos tinham a sensibilidade poética que nós perdemos hoje. A poesia era uma espécie de declaração de amor, da humanidade, pelas palavras. No trabalho com as palavras, o indivíduo retractava a natureza, ainda que ela não correspondesse à natureza visível, mas que correspondia á natureza da alma. Esse retrato da alma com as palavras, esse jogo de amor do homem com as palavras que ele usava, trazia as pessoas para uma esfera de pensamento que as afastava do mal. A poesia sempre teve essa finalidade desde os seus primórdios, relacionada ao acto místico, religioso, e ligados aos esforços para levar a alma humana acima da grosseria da materialidade.

Quando o poeta escolhe o momento da primavera, quando as flores - que segundo os antigos poetas são as palavras, as vozes da natureza – abrem as suas pétalas e “gritam” de alegria, quando ele escolhe esse momento para comemorar uma festa que nos faz lembrar a palavra, quando associa a ressurreição da encarnação do Verbo divino no acto do ressurgimento da força da natureza através das flores (natureza que havia ficado escondida nas árvores desfolhadas pelo inverno), quando escolhe esse momento é porque quer deixar bem claro para as gerações futuras - é para isso que serviam essas festas - que a criação da Natureza é da mesma espécie da criação do Verbo da palavra. Da palavra divina, a Palavra de Deus. Mas por uma ironia da nossa civilização, a Páscoa acontece sempre perto de uma outra festa, de uma outra data comemorativa, vocês lembram-se qual é? É no dia primeiro de abril... O dia da mentira. Quando temos a comemoração do dia da mentira próximo da celebração da Páscoa, tudo nos leva a lembrar da importância de se dizer a verdade. A importância de falar aquilo que é, ou que acreditamos que é, ou que sentimos intimamente que é a verdade. Falar a nossa natureza interior, E dessa maneira despertar todas as forças que a natureza interior têm para oferecer ao mundo.

Na Índia, a importância da palavra, associada ao símbolo do “ovo criador” faz com que a associação simbólica aos pássaros e répteis crie certos emblemas que são muito importantes e fortes na história da humanidade. O pássaro era a representação do espírito. O réptil representava a matéria. De uma maneira grosseira, esse seria o símbolo. Mas é o espírito dentro da nossa mente e a matéria também dentro da nossa mente, porque o ovo representa o trabalho da mente, aquela que cria o universo. O Universo é criado pela grande mente divina, “Mahat”, que significa “grande”. A grande mente de Brahma. Esses animais estão a representar as duas naturezas distintas da mente: a mente superior e a mente inferior. A mente materializada, associada às formas, representada pelos répteis, e a mente que voa acima dos fenómenos materiais, representada pelos pássaros. Quando a mente superior é capaz de controlar a mente inferior, o indivíduo é sadio na mente e no corpo.

Os antigos sabiam melhor do que nós que a saúde do corpo depende da saúde da alma, da mente – depende do quanto nós estamos mais próximos do espírito em nossa vida e em nossas palavras, e representado o acto da cura por uma ave cravando suas garras numa serpente. A mente superior perdendo sob seu domínio a volúvel mente inferior. E como é que a mente se manifesta por nós? É através da linguagem. Através das palavras. Mais uma vez aqui temos a fórmula que associava o ovo à palavra, à linguagem que nos aproxima uns dos outros.

Por isso também podemos dizer que a humanidade nasce no planeta terra porque a terra é o ovo que incuba essa humanidade, que nos prepara para sair do ovo e viver a nossa natureza superior em outras esferas. Nós precisamos nascer, deixando de ser o embrião dentro do ovo para nos tornarmos o pássaro.

O nascimento do mundo a partir de um ovo é uma ideia comum a Celtas, Gregos, Egípcios, Fenícios, Cananeus, Tibetanos, Hindus, Vietnamitas, Chineses, Japoneses, povos Siberianos e Indonésios, bem como a muitos outros. O processo de manifestação adquire, no entanto, diferentes aspectos; o ovo de serpente celta, representado pelo ouriço do mar fóssil, o ovo cuspido pelo Kneph egípcio, e até pelo Dragão Chinês representam a produção da manifestação pelo verbo. Outras vezes, o homem primordial nasce de um ovo: é o caso de Prajapati de P’na-ku (senhor das criaturas para os Hindus). Heróis chineses nasceram posteriormente de ovos fecundados pelo Sol, ou da ingestão pelas suas mães de ovos fecundados pelo Sol, ou da ingestão pelas suas mães de ovos de aves. Mais frequentemente ainda, o ovo cósmico, nascido das águas primordiais, chocado na sua superfície (pela gansa Hamsa, dizem na Índia, que é o Espírito, o Sopro Divino), separa-se em duas metades para dar origem ao Céu e à Terra: é a polarização do Andrógino. Assim, o Brahmanda (ovo hindu) separa-se em duas semi esferas de ouro e de prata. O ovo de Leda, Deusa Esposa do Rei Espartano Tíndaro, dá origem aos seus filhos deuses Dióscoros, usando cada um deles um toucado semi-esférico.

O Yin-Yang chinês, polarização da Unidade primeira, apresenta um símbolo idêntico nas suas duas metades, negra e branca. O ovo primordial do Xintoísmo, Japão, divide-se igualmente numa metade leve (o Céu) e numa metade densa (a Terra). Ibn Al-Walid, de origem Árabe, representa de forma bastante próxima a Terra, densa como a gema de ovo coagulado, e o Céu, mais leve, como a clara que o envolve.

O ovo é uma realidade primordial que contém em germe a multiplicidade dos seres.

Para os Egípcios, sob a acção de um demiurgo, emergiria do Nun, personificação do oceano primordial, água absoluta que conteria germes de criação em montículo sobre o qual um ovo eclodiria. Desse ovo – o termo, em egípcio, é feminino – sairia um deus, que organizaria o caos, dando origem aos seres diferenciados. O deus Khnum, surgido desse oceano e do ovo primordial, fabricaria, por seu turno, à maneira de um oleiro, ovos ou embriões, ou germes de vida. Seria o modelador das carnes. Mas o Egipto antigo conhecia diversas cosmogonias. Segundo a de Hermópolis, o ovo primordial não era outro senão Qerehet - padroeira das forças vitais da espécie humana. O grande lótus inicial, cujo cálice se ilumina ao abrir-se de manhã na superfície das águas lamacentas do delta, desempenhava o mesmo papel noutras tradições. O próprio Sol teria nascido do germe misterioso que o Ovo-Mãe continha. Segundo as tradições Cananeias da Palestina, Mochus coloca na origem do mundo o éter e o ar, donde nasce Ulomos (o Infinito). Ulomos gera o ovo cósmico e Chansor (o deus artífice). Chansor abre o ovo cósmico em dois e forma o céu e a terra de cada uma das suas duas metades. Na Índia, segundo o Chandogya Upanixade, no princípio dos princípios, só havia o Não-Ser. Depois surgiu o Ser. Cresceu e transformou-se num ovo. Repousou durante um ano, e depois rachou. Dois fragmentos da casca apareceram: um de prata, e outro de ouro. O de prata simboliza a terra; o de ouro, o céu. O que era a membrana externa transformou-se nas montanhas; o que era a membrana interna, nas nuvens e nas brumas; o que era as veias, nos rios; o que era a água no oceano. Segundo as doutrinas Tibetanas, apesar de não ser primordial, o ovo é, no entanto, a origem de uma longa genealogia de homens: Da essência dos cinco elementos primordiais, um grande ovo surgiu. E do ovo surgiram um lago branco, os seres das dez categorias e outros ovos donde saíram os membros, os cinco sentidos, os homens, as mulheres... ou seja, uma longa genealogia de antepassados ancestrais. Nas tradições Chinesas, antes de qualquer distinção entre o céu e a terra, o próprio “caos” tinha a aparência de um ovo de galinha. No fim de 18.000 anos (número-símbolo de um período indefinido), o ovo-caos abriu-se: os elementos pesados formaram a terra (Yin); os elementos leves e puros, o céu (Yang). O espaço que os separava crescia todos os dias. No fim de 18.000 anos, P’an Ku mediu a distância entre o céu e a terra. A teoria Huen-t’ien , por seu lado, concebe o mundo como um ovo imenso, posto na vertical sobre o seu diâmetro mais comprido. O céu e os astros estão na parte interior e superior da casca; a terra é a gema a flutuar no meio do oceano primordial que preenche o fundo do ovo. As estações são provocadas pelas agitações periódicas desse Oceano. O Grande Templo Inca de Coricancha, em Cuzco, tinha como principal ornamento uma placa de ouro de forma oval, ladeada por esculturas representando a Lua e o Sol. Lehman Nitsche vê nisso a representação da divindade suprema dos Incas, Huiracocha, sob a forma do ovo cósmico. Cita, em apoio da sua tese, vários mitos cosmológicos recolhidos no Peru pelos primeiros cronistas espanhóis, entre os quais: o herói criador pede ao seu pai, o Sol, para criar os homens, a fim de povoar o mundo. Este envia três ovos para a terra. Do primeiro, ovo de ouro, saíram os nobres; do segundo, ovo de prata, saíram as suas mulheres; do terceiro, enfim, ovo de cobre, surgiu o povo. Numa variante, esses três ovos caem do céu depois do dilúvio. O nome de Huiracocha seria a abreviatura de Kon-Tiksi-Huira-Kocha, que significa “Deus do Mar de Lava, ou do Fluido Ígneo do Interior da Terra. Huiracocha era, com efeito, o senhor dos vulcões. O mito do ovo cósmico encontra-se também entre os Dogons e os Bambaras do Mali. O grifo, vida do mundo dos Dogons, representa-o na ponta superior da rosa-dos-ventos, em oposição a um outro ovo, aberto para baixo, e que é a matriz terrestre, o jarro fêmea – Gris. O ovo cósmico, para os Bambaras, é o Espírito primeiro, produzido, no centro da vibração sonora, pelo redemoinho desta. Assim, este ovo forma-se, concentra-se, e pouco a pouco separa-se da vibração, incha, murmura, mantém-se sozinho no espaço, eleva-se e rebenta, deixando cair os vinte e dois elementos fundamentais formados no seu seio, e que presidirão à ordenação da criação em vinte e duas categorias – Dieb. Para os Licubas e Licualas do Congo, segundo o que J.P. Lebeuf nos relata do seu pensamento cosmogónico, o ovo é uma imagem do mundo e da perfeição. A gema representa a humidade feminina, a clara, o esperma masculino. A casca, cujo interior é isolado por uma membrana, representa o Sol, surgido da casca do ovo cósmico, que teria queimado a terra, se o criador não tivesse transformado a membrana em atmosfera húmida. Por isso, os Licubas e os Licualas dizem que o homem deve esforçar-se por se parecer com um ovo. Em Kalevala, Finlândia, há uma lenda e diz que antes do nascimento do tempo, a Virgem, deusa das águas, deixou que o seu joelho aparecesse à superfície das águas primordiais. O pato, senhor do ar, pôs nele sete ovos, dos quais seis eram de ouro e um era de ferro. A virgem mergulhou, os ovos abriram-se nas águas primordiais e todos os pedaços se transformaram em coisas boas e úteis: a parte de baixo da casca de ovo formou o firmamento sublime, a parte de cima da gema tornou-se o Sol radiante, a parte de cima da clara surgiu no céu como a Lua luminosa. Toda a pequenina mancha da casca se tornou uma estrela no firmamento, todo o bocadinho escuro da casca se tornou uma nuvem do ar e o tempo avançou desde então. Por isso, o ovo é muitas vezes uma representação do poder criador da luz. Na cultura Celta não existe qualquer testemunho directo sobre o simbolismo do Ovo. Este está inserido no do ouriço-do-mar fóssil, ovum anguinum, ou ovo cósmico que contém em germe todas as possibilidades.

Na estrutura de todas estas cosmogonias, o ovo desempenha o papel de uma imagem-padrão da totalidade. Mas ele surge, geralmente, no caos, como um primeiro princípio de organização. A totalidade das diferenças provém dele, e não do magma indiferenciado das origens. Se o ovo não é realmente o primeiro, simboliza, no entanto, o germe das primeiras diferenciações. O ovo cósmico e primordial é uno, mas encerra ao mesmo tempo o céu e a terra, as águas inferiores e as águas superiores; na sua totalidade única, comporta todas as múltiplas virtualidades."

DUARTE MORGADO - 2003

segunda-feira, 6 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

it´s de-YOU

I feel a sudden urge to sing
The kind of ditty that invokes the Spring
So, control your desire to curse while I crucify the verse
This verse you've started seems to me the "Tin Pan-tithesis" of melody
So to spare you all the pain, I'll skip the darn thing and sing the refrain
Mi-mi-mi-mi, re-re-re-re, do-so-mi-do-la-si
The night is young, the skies are clear
So if you wanna go walkin', dear
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
I understand the reason why
You're sentimental, 'cause so am I
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
You can tell at a glance what a swell night this is for romance
You can hear, dear Mother Nature murmuring low "Let yourself go"
So please be sweet, my chickadee
And when I kiss ya, just say to me
"It's delightful, it's delicious, it's delectable, it's delirious,It's dilemma, it's de limit, it's deluxe, it's de-lovely"
Time marches on and soon it's plain
You've won my heart and I lost my brain
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
Life seems so sweet that we decide
It's in the bag to get unified
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
See the crowd in that church
See the proud parson plopped on his perch
Get the sweet beat of that organ sealing our doom
Here goes the groom – boom!
How they cheer and how they smile
As we go galopping down the aisle
It's divine, dear, it's de-vene, dear, it's de-wunderbar, it's de-victory
It's de-velop, it's de-vinner, it's de-voix, it's de-lovely
The night is tired and so we take
The few hours off to eat wedding cake
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
It feels so fine to be a bride
And how's the groom while he's slightly fried
It's divineful, it's delicious, it's de-lovely
To the pop of champagne off we hop in our plush little plane
Till a bright light through the darkness cosily calls Niagara Falls
Well, my love, our day's complete
What a beautiful bridal suite
It's de-reamy, it's de-rousy, it's de-reverie, it's de-rhapsodie
It's de-regal, it's de-royal, it's de-ritz, it's de-lovely
We settle down as man and wife
To solve the riddle called married life
It's delightful, it's delicious, it's de-lovely

O legado de

AGOSTINHO DA SILVA 15 anos depois da sua morte.

Leia, Ouça, Veja, mas sobretudo, Pense \ A Necessidade dos Chefes \Civilização de Especialistas Escolher a Felicidade\A Face Oculta dos Progressos Técnicos \Felicidade e Alegria \A Esterilidade do Quotidiano \O Oportunismo \A Monotonia \O Pensador \As Liberdades Essenciais \Construir em Vez de Combater \O Homem de Ideias \Valem Mais as Vidas do que os Livros \Os Grandes Forjam-se na Adversidade \Pense por si Próprio \A Verdadeira Coragem Humana \Compreensão Sábia e Activa \O Verdadeiro Intelectual \A Vantagem do Aforismo \

primeiro os cintos dos automoveis, agora...

PRÉMIO SECIL DE ARQUITECTURA

Edifício Viriato, Rebordosa. Nuno Brandão Costa, Prémio Secil 2008. O Prémio é atribuído ao Edifício administrativo e Show-Room “Móveis Viriato” – Rebordosa, Paredes – projectado pelo arquitecto Nuno Brandão Costa. Em nota de impressa, a Secil anunciou o edifício galardoado com «o Prémio de referência da Arquitectura portuguesa que distingue, de dois em dois anos, a mais significativa solução de arquitectura aplicada no biénio a que respeita».